“Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo.”  (2 Corinthians 11:3)

Qualquer um de nós pode ser enganado. O Senhor nos alertou para isso. O enganador está sempre ao derredor procurando alguém para tragar (1Pe 5:8). O  maligno não descansa nunca. Bem sabemos que o inimigo veio para roubar, matar e destruir (Jo 10:10). O tentador “jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade” (Jo 8:44). O diabo arma constantemente ciladas para os santos. 

Não será que por vezes esquecemos disso? Será que esquecemos que nossa luta não é contra carne ou sangue e sim contra os principados e potestades (Ef 6:12)? Será que por vezes somos inflamados pelos dardos do Maligno (Ef 6:16)? Será que andamos sóbrios e vigilantes (1Pe 5:8)?  

“… para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois.” (2 Coríntios 2:11). 

Por anos observamos que o Inimigo atacava os frutos, os filhos. Filhos pecavam. Filhos se afastavam da fé. Discípulos iam embora. Discípulos mudavam de vínculos. Os ataques tiravam da linha de frente, os homens que lideravam.  Invariavelmente homens que estavam influenciando outros, com certa proeminência ou em perspectiva disso. Vozes fortes foram caladas por se desqualificarem. 

Começamos a investir pesado nos jovens, nos filhos. Começamos a ouvir e ver a realidade em que vivem. Pais, debaixo de orientações, tiraram seus filhos de sala de aula e começaram o ensino domiciliar. Assim segue a luta. O que temos visto? Jovens se tornando homens e mulheres mais sólidos, mais firmes. Alguns grandes problemas foram reduzidos. Todavia ainda temos muito que fazer. 

E hoje? O que tem ocorrido?

Hoje, claramente, se vê que o ataque mira os troncos, não os ramos. Mas não como já conhecemos. Nesses ataques que o enganador tem efetuados não são mais na área de pecados grosseiros. O ardiloso sabe que não consegue tombar facilmente um homem em pecados assim. Sobretudo um homem que está ligado por juntas de companheirismo. Um homem casado uma mulher tão sábia ou mais sábia do que ele. Um homem bem alicerçado na fé. 

Não isso, não seria o ardil do malígno. Então como é?

Dúvida. Gerando dúvidas  sobre aquele que está do lado. Toda sorte de dúvida. Como dardos inflamados, coloca no coração do homem questionamentos e dúvida sobre o comportamento, a ação, sobre a motivação e os desejos secretos do coração do outro. interroga, exclama, ponto

Será que ele tem esse direito? Será que só está fazendo isto para se  mostrar? Será que está querendo dominar sobre todos? Porque ele? Porque não eu? Ele não é melhor do que ninguém! Será que fez isto de coração puro? Qual é o desejo secreto dele? O que ele realmente está desejando, está ansiando? Será que não está … ? Será? Será? 

Quantos “serás” estão sendo alimentados no teu coração? Quanta dúvida surge em relação ao teu próximo. Quantos questionamentos são alimentados no coração?

Dúvidas e mais dúvidas de tudo, de todos. Parece que o pensamento vigente é “a dúvida é a mãe da sabedoria” (Descartes), esquecendo que “o temor Senhor é o princípio da Sabedoria” (Sl 111:10; Pv 9:10). O tempo não apaga a dúvida, aumenta. As distâncias com o coração cheio de dúvidas geram abismos entre os homens.

O que fazer? 

Simplesmente, em oração, conversar e conversar. Não impor nem fazer chantagem, mas orando em todo o tempo suplicar a Deus que transforme o outro. Ou melhor que nos transforme. Que a minha dúvida seja trocada por intercessão e súplicas para que o outro receba graça e unção do Eterno. Para que ambos mudemos.

“Fazei tudo sem murmurações nem contendas, para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo, preservando a palavra da vida…” Fp 2:4-6

Contendas, dúvidas (ambas no grego: dialogismos) procedem no coração do homem. Assim como “os homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias” (Mt 15:19). Coisas que contaminam primeiramente o próprio, depois os outros. O provocador sabe disso e está continuamente semeando isto com seus dardos inflamados.

“O Inimigo quer destruir o santo. Se não conseguir, ele quer prejudicar. Gerar preocupações. Ele sabe que Deus não aceita nossas suspeitas e desconfianças. E que cristãos desolados desonram sua fidelidade. Assim podem ser anulados e inutilizados” (Sintetizado de Charles Spurgeon).

Que o Senhor nos conceda graça para nos corrigirmos e unção para seguirmos em frente, santos  e frutíferos. Sejamos sempre um no Senhor.

Com amor e admiração por cada um e por todos,

Salvador, 11 de abril de 2014

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Sérgio Avillez

Pastor que nas horas vagas gosta de fotografar o belo.
Oração: Minha necessidade, meu prazer!

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