Sexta-feira, 7 hrs da manhã. Uma mulher se levanta de sua cama para a rotina de mais um dia. Suas filhas ainda dormiam no quarto ao lado e sua mãe, já acordada, cooperava com as coisas triviais na cozinha. Não havia muito o que fazer. Ela se prepara para sair. Tinha que estar na Auto Escola para mais uma aula. Queria muito tirar sua carteira de carro. Trocou de roupa, penteou seus cabelos negros e depois de tomar café, saiu apressada. Mas não imaginava que no percurso da volta sofreria uma tentativa de assalto.

Depois de mais uma aula, caminhava apressada para casa por volta de 9:30. Como toda mulher longilínea seguia seu caminho sem observar muito a paisagem, que já conhecia, por tantas vezes passar pelo mesmo local. Poderia ir e voltar de olhos fechados, mentalizando o caminho, se isso fosse possível, mas na mente, outros pensamentos circundavam: preocupações diversas com filhas, orações pelo marido, irmãs que moram em outra cidade, outro país, condição financeira difícil. Seguia determinada seu caminho, orando a Deus, e não reparou que um homem de moto a seguia, e em um momento oportuno, se interpôs em seu caminho dizendo:

— Passe todo o dinheiro senão eu mando bala.

imageEla se refez do susto, abriu a bolsa devagar junto ao corpo e mostrou que não tinha dinheiro. Estava voltando da escola a pé, exatamente por não ter dinheiro para pagar ônibus.

— Não olhe para mim — disse o homem, escondendo o rosto coberto por um capacete, — ou eu vou mandar bala, e entregue tudo o que tem, ou eu vou mandar bala, — repetiu.

— Moço, mas eu não tenho nada, todo meu tesouro é Jesus, Ele é a minha pérola, toda a minha riqueza, não tenho nada mais além Dele.

Neste momento o homem desceu da moto e encarou aquela mulher, olhos assustados e esperando a sequência das coisas. O homem, sem tirar o capacete, perguntou:

— Você é evangélica?

Sua resposta veio na mesma profusão da pergunta:

— Sim, sou evangélica, sou discípula de Jesus e toda a minha esperança nesta terra é de parecer com Cristo, de passar a eternidade com Ele.

Neste momento, o assaltante, que não queria a mulher olhando para ele, tirou o capacete e disse a ela:

— Olhe para mim! — Ela olhou para o homem e ele completou

— Fale de Jesus para mim”.

— Jesus ama você moço, respondeu.

— E Ele quer salvar você como você é, e este pecado de roubar não torna você pior do que ninguém. Seu pecado também não impede Deus de amar você. Ele quer ser seu pai, e você precisa se tornar filho Dele. Olha moço, eu perdi meu pai quando eu tinha cinco anos e o Senhor me revelou a paternidade Dele.

— Eu sou desviado dos caminhos do Senhor, e eu não queria estar roubando — completou o homem.

A mulher replicou que quando ele a abordou, ela estava orando pelo marido, que está passando por uma situação espiritual e financeira difícil, mas que ela tinha esperança em Jesus e na vida que tem para viver com Ele.

— Você quer ouvir mais sobre Jesus moço? Posso colocar você em contato com pessoas que podem te ajudar.

— Não, não quero não.

Neste momento a mulher se lembrou do celular que tinha, o tirou da bolsa e ofereceu o celular para ele.

— Guarde suas coisas e vá embora — disse um pouco áspero.

A mulher manteve-se calma, guardou seu celular e retomou seu caminho, deixando para trás um tremendo testemunho de fé e desapego a este mundo, inclusive à sua própria vida.

Esta estória é um acontecimento real, e a protagonista desta situação foi minha cunhada Rejane Sampaio, que mora em Uberlândia, Minas Gerais. É casada com Carlos Eduardo e tem duas filhinhas, Geovana e Cecília. Ela é discípula de Jesus e congrega com os irmãos na igreja em sua cidade.

Texto por Rivalver Lopes
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Pela Manhã

Faze-me ouvir, pela manhã, da tua graça, pois em ti confio; mostra-me o caminho por onde devo andar, porque a ti elevo a minha alma. Salmos 143.8