Estudar sobre a Submissão é para alguns um tema bastante polêmico ou até mesmo, um tanto ou quanto desconfortável. Todavia, a essência da verdadeira espiritualidade, da nossa comunhão com Deus está na vivência perfeita de submissão a Deus. O Senhor age a partir do seu trono de glória que está estabelecido sobre a sua própria autoridade. Isto é básico e coloca tudo como Deus quer.

Vejamos o porquê disto tudo?

1. Rebeldia – Princípio Satânico

Quando Deus criou o homem a sua imagem e semelhança, colocou-o sobre a terra deu-lhe autoridade para sujeitá-la e dominá-la (Gn 1.28). Tudo estava abaixo do homem (Sl 8.6-8). Porém existia Um que estava sobre o homem — Deus, o criador de todas as coisas. Tudo muito simples e ordenado: Deus sobre o homem e o homem sobre tudo mais. Não havia confusão.

Ocorre que havia outra criatura que, como as demais, também fora criada por Deus, e que ao seu tempo foi luz: Lúcifer, um Anjo de Luz (heylel, Estrela da manhã, Is 14:12). Ele também estava debaixo de autoridade. Deus estava sobre ele. Só que, um dia entrou neste ser a mais terrível das pretensões:

— Por que tenho que ser o segundo e não o primeiro?

Lúcifer quis subir a um patamar mais alto, quis ser Deus. Aí veio sua ruína irreparável. Ele que era luz e se fez densas travas, tornou-se o príncipe das trevas. Sendo, ele mesmo, a essência da rebelião, ou seja, o não reconhecer a autoridade de Deus, do todo soberano. A rebelião se transforma em um ser cheio de trevas, que simboliza a completa separação de Deus.

O arcanjo transformou-se em Satanás quando tentou usurpar a autoridade de Deus, competir com Deus, e assim se tornou um adversário de Deus. Foi a rebeldia que provocou a queda de Satanás” 1 (Is 14.12-15; Ez 28.13-17). A intenção, o desejo, a pretensão de Satanás de estabelecer o seu trono acima do trono de Deus violou a autoridade do Senhor.

O próprio Lúcifer aparece no Éden, não mas como um anjo de luz, e sim como trevas, cheio de toda mentira, engano, astúcia, maldade e do espírito de rebelião. Um inimigo de Deus lutando para destruir tudo que provém do Senhor.

Que fez a serpente, Satanás? Com toda astúcia, maldade e mentira apresentou ao homem uma possibilidade de não precisar depender de ninguém. Apresentou a possibilidade de subir a um degrau maior, de estar em uma patamar mais elevado. A possibilidade de levantarem a cabeça:

— “É certo que não morrerão. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerem se lhes abrirão os olhos e como Deus serão conhecedores do bem e do mal” (Gn 3.4-5).

Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos, e árvores desejável para dar entendimento, tomou-lhe o fruto e o comeu, e deu também ao marido, e ele comeu” (Gn 3.6).

Tomou e comeu o fruto e, engoliu a semente da rebelião. Algo trágico acontece neste momento. Adão e Eva, criados a imagem e semelhança de Deus, cheio de luz e de glória se envolvem nas trevas, caem e perdem a imagem e semelhança de Deus.

Assim, com a queda de Adão, a semente, o princípio de rebelião passa a todos os homens (Rm 5.12). E, em, todas as ordens da vida, tanto no relacionamento com Deus como com os homens, o ser humano manifesta o espírito de rebelião. O homem não gosta de estar sujeito a ninguém e a nada. Tal como um cavalo selvagem, não gosta que ninguém esteja sobre ele. Quando isto acontece começa a ficar agitado, inquieto, indisposto, emburrado, reclamando, relinchando e pulando até jogar ao chão aquele que se colocar sobre ele.

Ficam furiosos com facilidade, não admitem que ninguém coloque o dedo em suas feridas. São sonhadores alucinados contaminam seus próprios corpos, rejeitam autoridades e difamam seres celestiais”. “Difamam a tudo que não entendem assim como as coisas que entendem. Preferem resolver tudo sozinhos e “cuidam apenas de si mesmos “Estes são murmuradores, vivem descontentes com a própria sorte, seguem os seus próprios desejos impuros, são cheios de si mesmos, e adulam os outros por interesse”. São zombadores e causam divisões, seguindo a tendência de sua própria alma (Judas 8, 10,16,17).

A rebelião, a independência é o pecado que gera todas as demais coisas. Homens e mulheres que ainda vivem com este princípio…

“…o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem cousas inconvenientes, cheios de toda a maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobediente aos pais, insensatos, pérfidos (infiéis nos contratos), sem afeição natural e sem misericórdia” (Rm 1.28-31)

“Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como idolatria e culto a ídolos do lar” 1Samuel 15.23.

O Senhor abomina a rebeldia.

Seja rebeldia declarada ou disfarçada. Rebeldia para o Senhor nosso Deus é rebeldia e Ele abomina.

Todo aquele que vive com estes problemas que citamos, que vive com rebeldia diante de qualquer autoridade peca diretamente contra o Senhor. Não podemos permitir espaço para rebeldia em nossas vidas. Temos que viver em santidade, assim como Jesus viveu e, nunca se rebelou contra o Pai. Ele vivia para agradar ao Pai e, em tudo, lhe ser submisso.

Como pode o homem, descendente de Adão, retirar, extirpar, irradicar este princípio satânico de seu coração?

2. Com o Governo de Deus sobre o Homem.

Por isso, vem Jesus, o Filho do Homem, em carne pregando o Evangelho do Reino. Proclamando a solução para o homem. Jesus conhece o principal problema do homem: a sua independência para com Deus. A independência e a rebeldia são as duas faces de uma mesma moeda: o princípio semeado por Lúcifer, Satanás.

Isto é, pregando as Boas Novas de Governo. Governo de Deus sobre todas as áreas da vida do homem. Não se trata de governar apenas sobre esta ou aquela parte da vida do ser humano. Trata-se de ordenar todo o Homem. Somente através do governo de Deus sobre o homem este alcançará o ser igual a Jesus.

E o evangelho do reino ataca a causa, a semente de rebelião plantada por Satanás. Leva o homem à dependência de Deus e, conseqüentemente, o torna um salvo, um regenerado. O evangelho do reino é a única maneira de recuperar um rebelde, um independente.

Deus governa sobre tudo e todos quer queriam ou não. Mas, limita-se a só transformar a imagem e semelhança de seu filho àqueles que, por livre e espontânea vontade, negam-se a si mesmos, tomam a cruz e seguem sempre aceitando tudo com alegria. Sobre aqueles que não estão “bronqueados” com o seu Criador.

Quem pertence ao Reino de Deus?

Todo aquele que tem uma atitude total e absoluta submissão ao Rei eterno. Aquele que está totalmente rendido ao Senhor. Isto ainda não é a perfeição mas é o começo para se viver como Deus quer.

Então, o que é submissão?

3. Submissão – Princípio de Deus

Deus é autoridade em si mesmo, e tudo que há no mundo é sustentado “pela palavra do seu poder”, pela palavra de sua autoridade (Hebreus 1.3). Nada sobrepuja a autoridade de Deus no universo.

Logo, é indispensável, para todo aquele que deseja cooperar com o Senhor, conhecer a autoridade de Deus. Entrar em contado com a autoridade do Senhor é o mesmo que entrar em sintonia direta com Deus. A maior das exigências que Deus faz ao homem não é a de carregar a cruz, servir, fazer ofertas, ou negar-se a si mesmo. A maior das exigências é que Obedeça”. 2

“Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocausto e sacrifícios (louvor, adoração, oração, etc) quanto em que se obedeça a sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender melhor do que a gordura de carneiros1Sm 15.22

Diante disso, rejeitar uma ordem de Deus é o mesmo que rejeitar o próprio Deus. Rejeitar, desobedecer, desacatar, ir contra, reclamar, não cumprir é estar atuando dentro do princípio satânico de rebelião.

No Reino de Deus está implícito a dependência. Dependência a tudo que o Senhor determina. Isto é, sendo completamente submisso a Deus nosso Pai.

Então, o que é submissão?

A. O que é Submissão?

Não é mera obediência externa, enquanto por dentro está se corroendo de indignação, com murmurações e descontentamento contra o que lhe foi determinado ou aconselhado ou orientado. Tão pouco se submisso só quando controlado, sob as vistas de quem determinou algo.

Submissão é prestar obediência inteligente a uma autoridade delegada. É exteriorizar um espírito submisso, mesmo quando ninguém está por perto. É renunciar à opinião própria quando se opõe à orientação daqueles que exercem autoridade sobre nós. É estar sempre pronto para fazer o que foi determinado sem impor condições. É considerar o outro superior a si. É humilhar-se. É aceitar com alegria todo que Deus está mandando.

Alguns podem fazer esta pergunta:

— Quando é que aprendemos é a submissão?

E com toda tranqüilidade podemos responder:

Quando realmente nos convertemos. Quando aceitamos o senhorio de Cristo sobre nossas vidas. Quando verdadeiramente renuncio a tudo o que tenho, nego a mim mesmo , tomo a cruz e sigo ao Senhor. Sigo submisso às palavras, conselhos e orientações que recebo das autoridades delegadas.

“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”, que “antes a si mesmo se esvaziou”… e que “a si mesmo se humilhou”, “tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fp 2 5-8)

Só existe um caminho para a submissão, andar como Cristo andou (1João 2.6). Ele é o nosso modelo. E, “embora sendo Filho (Jesus homem), aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu” (Hebreus 5.8).

Sem submissão você jamais chegará ao alvo, “ao prêmio da soberana vocação”. Sem submissão você não poderá cooperar com Senhor e a sua igreja. Sem submissão você jamais crescerá no reino de Deus e do Seu Filho. Sem submissão você não herdará a vida eterna. Sem submissão a parte que caberá a você é o lago que arde com fogo e enxofre, a saber a segunda morte.

Se você é independente, rebelde, você não é membro do corpo de Cristo, a igreja. Pois todo membro é dependente, submisso.

Imagine se o olho ou o ouvido não quiser trabalhar! Não dá nem para pensar. Como pode um membro subsistir no corpo se não se submeter às ordens da cabeça?

Assim também você não poderá subsistir no corpo de Cristo se não for sujeito às autoridades delegadas. Quando uma mulher não se submete ao seu marido, ou quando um filho não obedece ao seu pai, ou quando o empregado não acata a ordem de seu chefe, ou quando o discípulo não se submete, é porque estão cheios de si mesmos.

Cheios de si e vazios do Senhor.

Quem está cheio de Cristo está cheio de obediência. Quem está cheio de Cristo é submisso a todas as autoridades. E porquê? Por que o evangelho do reino aniquila com a independência do homem, bem como com a rebeldia. Faz do homem um Ser Submisso.

B. Submissão X Rebeldia

Contrastando a rebeldia com a submissão teremos um entendimento mais amplo do assunt

O RebeldeO Submisso
Faz o que querFaz o que o Senhor quer
É escravo do pecadoÉ livre para servir
Fala mentiras, enganando e sendo enganadoFala a verdade, e vive em integridade
Vive descontente, em confusão, com problemasVive em paz, ordenado e feliz
Murmura sempreLouva em toda ocasião
Questiona a legalidade das autoridadesSabe que as autoridades são por Deus instituídas
Adapta e muda uma ordem como queremAcatam integramente todas as ordens dadas
Está sujeito a todos ataques de SatanásEstá sob cobertura e proteção espiritual da igreja
É sempre o mesmo ano após anoEstá sempre sendo edificado e transformado
Não conhece sua vocação, nem o porquê viveConhece e vive sua vocação e eleição
Está no Reino das TrevasEstá no Reino da Luz
É incréduloTem fé em Cristo
Tem medoTem Amor
Tudo que produz é abominaçãoTudo que faz em Deus o glorifica

4. Autoridade Delegada: Rm 13.1

O princípio de autoridade delegada é que rege todas as relações do homem com o homem, bem como do homem para com Deus. Todas as coisas estão debaixo deste princípio, nada está solto. Este é um princípio de ordem e paz, nunca de confusão. Deus assim criou todas as coisas , mas ao rebelar-se, Lúcifer gerou a confusão. E, pior, está levando todos os homens a viverem debaixo do princípio de rebelião.

Como funciona o princípio de autoridade delegada? Na Trindade temos que o Pai é igual ao Filho, que é igual ao Espírito Santo. Na essência os três são iguais. Todavia, o Pai, o Filho e o Espírito Santo são diferentes nas funções.

O Pai enviou o Filho (Jo 4.34).
     O Filho veio (Jo 16.28).
          O Filho foi obediente ao Pai (Jo 8.29).
O Filho enviou o Espírito Santo (Jo 15,26;14.26).
     O Espírito Santo veio (At 2.16-17).
O Espírito Santo é obediente ao Filho (Jo 16.12-15).

A Trindade é a fonte de toda a verdade. Este princípio divino é encontrado em todas as relações estabelecidas por Deus. Temos que numa família o pai é igual â mãe, que é igual aos filhos. O ocorre que na família, o pai é o cabeça e a mãe a ajudadora. Eles são iguais, têm o mesmo valor para o Senhor, mas têm funções diferentes.

Há uma tendência de se pensar que se submeter é ser inferior. Jesus nunca foi inferior ou menor que o Pai pelo simples fato de lhe ser submisso. Pelo contrário, Jesus Cristo tem o nome que está acima de todo nome (Fp 2.9). Temos que entender que entre iguais há uma relação de autoridade e submissão. Isto faz parte da ordem divina. As autoridades delegadas estão em todas as áreas de nossas vidas. Um discípulo do Senhor deve, onde estiver, procurar saber quem é a autoridade delegada para a ela se submeter.

A. Deus Delega Autoridades em Todas as Áreas da Vida:
  • Civil: Rm 13.1-3
  • Trabalho: Ef 6.5-6; Tt 2.9-10; 1 Tm 6.1-2. 
  • Família: Ef 5.22-24; 6.1-4 
  • Igreja: 1Co 12.28 

Todo discípulo do Senhor, onde estiver, procura saber quem é a autoridade, para a ela se submeter. Não há espaço para o “super-espiritual”.

B. O Problema do Super-Espiritual

Quem é este ? É aquele que aparenta espiritualidade, mas esconde uma grande rebelião e que traz muito dano ao corpo de Cristo. O super-espiritual costuma dizer: “Eu só obedeço a Cristo, o Senhor. Não estou sujeito a nenhum homem! Isto é loucura. Toda vez que se diz “Deus, quero te obedecer”, o Senhor responde bem claro e preciso: Ótimo! Então, obedeça ao teu marido, teu pai, teu chefe, teu pastor!Aí aparece o super-espiritual declarando: “Não, eu só obedeço ao Senhor, a ninguém mais. Só obedeço o que tu me falares pessoalmente!” E, o Pai, responde com toda firmeza: “Mas o meu desejo é que me obedeças através deles”. Regularmente escutamos esta outra resposta: “Você não sabe quem é o meu marido, pai, chefe”. Ou ainda: “Meu marido é um alcoólatra, meu pai é incrédulo…”

É inadmissível declarar obediência a Deus e não às autoridades por Ele delegadas. Sempre que obedecemos às autoridades delegadas estamos submissos a Deus, estamos agradando ao Pai. Obedecer somente quando se concorda não é espírito de submissão. É rebeldia e independência. Importa que, concordando ou não com a ordem, a obedeçamos de coração. É assim que se age perante Deus.

Enquanto não reconhecemos as autoridades delegadas sobre nós, não chegaremos à maturidade nem ao alvo. Precisamos de guias que nos levem pelas mãos, para que não fiquemos no caminho, sem atingirmos o alvo: “…jazem nas estradas de todos os caminhos, como o antílope na rede” (Is 51.17-20). Os homens esperam que a igreja apareça e os tome pelas mãos, guiando-os, levando-os pelo caminho em que devem andar.

C. Autoridades Delegadas na Igreja.

A igreja de Cristo é governada por Cristo e, não, pelo povo. Não existe democracia na igreja, porque a igreja não é do povo, é de Deus. O que existe é a teocracia: o governo de Deus através de suas autoridades delegadas.

É impossível edificar a alguém que não se submete à autoridade. Não há nada mais frustrante do que apascentar “cabras e bodes”. Um filho espiritual obedece naturalmente.

D. Qual é o Propósito da Autoridade na Igreja?

Para cumprir a grande comissão: “Ide, fazei discípulos…” (Mt 28.19-20). A autoridade está para ensinar, educar na justiça, instar, aconselhar, ordenar, corrigir, consolar, repreender, disciplinar, animar e abençoar (2Tm 2.2; 3.14-17; 4.1-4; Tt 2.11-15; 3.8-11).

E. Quem são as Autoridades Delegadas na Igreja?
  1. Cristo Ef 1.20-22.
  2. Palavra Mt 7.24; Jo 15.10; Cl 3.16-17. Ninguém pode dizer que é submisso a Cristo e sua igreja se não obedece à palavra do Senhor.
  3. Apóstolos At 2.42; 20.17; 2Ts 3.4,6,10,12; 2Co 11.34; 16.1; Tt 1.5. Os apóstolos determinavam a doutrina e usavam amplamente a autoridade que Deus lhes havia outorgado. A igreja continua necessitando desse ministério. Continua precisando que os apóstolos ordenem tudo, estabeleçam o reino de Deus com clareza e firmeza.
  4. Pastores Ef 4.11, 1Tm 5.17. Estes, como os apóstolos, profetas e evangelistas, são ministérios específicos de governo e têm a responsabilidade de manterem o ensino, a visão, a doutrina sempre firmemente claros, cuidando para que não percam sua consistência, e fiquem fofos.
  5. Paterna Ef 5.22-24; 6.1-3; 1Co 11.3. O homem é o cabeça, autoridade delegada por Deus no seu lar, isto porque o Senhor assim o constitui para o desenvolvimento harmônico da família. O homem não deve ser “ditador” nem tão pouco um “frouxo”. Ele deve ordenar, governar sua casa dentro dos princípios divinos, com amor. O cabeça deve sempre procurar escutar o ponto de vista de sua esposa. E a mulher deve deixar com o marido a responsabilidade da decisão. A mulher e os filhos precisam da proteção e da autoridade do esposo e pai em todas as áreas de suas vidas. É assim que Deus determinou, mesmo que ele, marido ou pai, seja incrédulo.
  6. Guias 1Co 16.16; 1Ts 5.12-13; Hb 13.17. Todos devem estar ligados por “juntas” ou “ligamentos”, no corpo de Cristo (1Co 12.12-13). São estes que nos unem ao corpo, nos presidem e nos fazem conhecer as ordens do cabeça, nos ensinam e nos conduzem, guiando-nos no caminho do Senhor , sem necessariamente serem pastores. Isto faz um corpo coeso e firme.
  7. Uns Aos Outros Ef 5.21; 1Pe 5.5. Isto embeleza a casa de Deus. Livra a igreja de uma hierarquia religiosa. Todos se comunicam entre si compartilhando a palavra do Senhor, aconselhando ou mesmo corrigindo uns aos outros.
F. Estar Sob Autoridade Realça a Personalidade

Ser submisso não aniquila, nem castra a personalidade de ninguém. Pelo contrário, realça a vida de qualquer um. Cristo foi o tempo todo submisso, humilde, sempre servindo. E o que ocorreu com Ele? Jesus Cristo recebeu o nome que está acima de todo nome (Fp 2.9).

As palavras que vos digo não vos digo por mim mesmo(Jo 14.10). Os escribas eram “papagaios”, mas Jesus tinha autoridade porque estava sob a autoridade do Pai (Mc 1.22). A autoridade que tinha para perdoar os pecados vinha da submissão ao Pai (Mc 2.10). A autoridade dinâmica que Jesus teve extrapolou as tradições. Teve coragem para isto, porque estava sempre sob a autoridade do Pai (ex.: os cambistas no templo, Jo 2.13-16).

Deus quer uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus, por isso nos coloca a todos sob o seu princípio de Autoridade e Submissão. Aleluia!

5. Ser Autoridade Delegada Por Deus

Somente aquele que está sob autoridade na igreja poderá receber autoridade. Não é possível ser autoridade e ser independente. O exemplo é o que respalda a autoridade.

No mundo, “os governadores dos povos os dominam” e “os maiorais exercem autoridades sobre eles” (Mt 20.25). Além do mais, são sempre servidos. No Reino de Deus, paradoxalmente, é bem diferente: a autoridade é para servir: “quem quiser ser grande entre vós. será o que vos sirva” (Mt 20.26-27). A motivação da autoridade deve ser sempre o serviço. Não podemos usar a autoridade que recebemos em benefício próprio.

6. Conclusão: Os Frutos da Sujeição.

Podemos concluir, então, que o principal fruto de viver no princípio de submissão é para sermos conformados à imagem e semelhança, “à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef 4.13). É para que haja governo de Deus sobre a face da terra.

E, conseqüentemente, com uma vida de submissão teremos a personalidade realçada, firme, dócil e maleável.

Há uma tendência de se pensar que se submeter é ser inferior. Grande engano. Jesus nunca foi inferior ou menor que o Pai pelo simples fato de lhe ser submisso. Pelo contrário, Jesus Cristo tem o nome que está acima de todo nome (Fp 2.9). Além do mais, Jesus, o nosso modelo é admirado até mesmo pelos incrédulos.

Um discípulo do Senhor deve, sempre onde estiver, procurar saber quem é a autoridade delegada para a ela se submeter. Expressando assim a imagem de Cristo Jesus sobre a terra.

E todos que vivem esta realidade e princípio estão crescendo e frutificando a trinta, a sessenta e a cem por um. Estão glorificando o nome do Senhor sobre a terra. Deus quer que você também seja um desses. É para isso que Jesus nos  

“Todo homem esteja sujeito ás autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas”. Romanos 13.1

Que sejamos conhecidos
por nossa submissão!

__________________
1,2 NEE, Watchman. Autoridade Espiritual. Editora Vida, 1979.

Você poderá ouvir o estudo aqui!

Print Friendly, PDF & Email

Related Articles

Sobre o autor Veja todos os posts Author website

Sérgio Avillez

Pastor que nas horas vagas gosta de fotografar o belo.
Oração: Minha necessidade, meu prazer!